Travinhas

3 de junho de 2012

Atualizando: O Givanildo agora tem um blog, onde está publicando imagens das traves (agora com decorações de times): travesgiva.blogspot.com.br.

Muita gente me procura por travinhas como aquelas que fiz. Na verdade, eu mesmo andava há bastante tempo procurando alguém que fizesse pelo menos parecidas, já que eu mesmo já não tenho tempo para fazer novas.

Bem, agora encontrei ;-)

Recentemente encomendei pares de traves do Givanildo, que se dispôs a fazer as alterações que solicitei. No caso, os pinos para fixação na mesa, já que as originais dele usam o sistema tradicional com abas laterais para fixação com parafuso ou fita adesiva, e o uso de arame de 3mm, no lugar do de 2mm.

Como se pode ver nas imagens, o resultado foi excelente. Gostei muito das travinhas! Agora já tenho um fornecedor “oficial” ;-).

Se alguém quiser encomendar, o site do Givanildo é o Traves Giva.

Flamengo de 2009 (mais um)

16 de maio de 2012


Arquivo para impressão (15×21)

Fiz esses escudos no início de 2010, mas até agora não tinha tido a oportunidade de montar em um time. Nas vidrilhas tradicionais, de 45mm de diâmetro, ficaram muito pequenos. Com a encomenda recente das vidrilhas de 55mm (veja a diferença), do Sérgio, finalmente o time saiu!

Este time é composto pelos meus jogadores preferidos (alguns que menos desgostava) da campanha do título brasileiro: 1 – Bruno; 2 – Léo Moura; 4 – Ronaldo Angelin; 6 – Juan; 7 – Ibson; 8 – Williams; 10 – Adriano; 11 – Emerson; 13 – Maldonado; 14 – Álvaro; 21 – Toró; 26 – Zé Roberto; 43 – Petkovic.

Quanto às vidrilhas de 55mm, não são tão boas quanto as de 45mm que o próprio Sérgio vende. Achei meio mal acabadas. A superfície da parte de dentro não é muito regular, o que dificulta colar os escudos sem marcas. Mas os times ficam lindões! Para coleção, ou para brincar sem expectativa de muita precisão nos chutes, estão valendo.


Hungria de 54 e Holanda de 74

1 de maio de 2012

Puts, mais de 3 meses sem nenhuma publicação! Um recorde desde que o blog foi inaugurado. Voltando à ativa, vou publicar dois conjuntos de escudos que já havia prometido para algumas pessoas logo após a realização do 1º Mundialito com Vidrilhas.

Duas seleções que, sentimento unânime, “deveriam” ter vencido as Copas de 54 e 74, Hungria e Holanda, respectivamente. Duas seleções que marcaram época e que, junto ao Brasil de 82, são daquelas consideradas fantásticas, as melhores de suas copas, mas que ficaram sem a taça, simplesmente porque os Deuses do Futebol assim desejaram, sabe-se lá porque.

Essas duas foram convidadas mais que especiais a se juntarem às oito seleções dos países que já foram campeões mundiais e que disputaram o 1º Mundialito de Futebol com Vidrilhas, em janeiro de 2012.


Arquivo para impressão


Arquivo para impressão (uniforme 2)

A Hungria, de futebol fortíssimo na primeira metade do século 20, acabou ficando sem a taça em sua história e hoje não existe nenhuma perspectiva de que possa brigar por ela novamente.

Para ela fiz os dois uniformes utilizados, porque são ambos muito bacanas. Os botões ficaram lindões!

A escalação, com os jogadores que mais atuaram na copa: 1 – Gyula Grosics, 2 – Jeno Buzanszky, 3 – Gyula Lorant, 4 – Mihaly Lantos, 5 – Jozsef Boszik, 6 – Jozsef Zakarias, 7 – Jozsef Toth, 8 – Sandor Kocsis, 9 – Nandor Hidegkuti, 10 – Ferenc Puskas, 11 – Zoltan Czibor; e os reservas 16 – Laszlo Budai, 20 – Mihaly Toth.


Arquivo para impressão

A Holanda, sempre favorita na teoria, desde o Carrossel Holandês, ficou no quase por 3 vezes. Em 74 tinha um seleção que encantou o mundo e surpreendentemente perdeu a final para a Alemanha de Gerd Muller. Em 78, ainda com uma equipe muito forte, perdeu a final para a Argentina, lá na Argentina, em uma final com diversos lances duvidosos, em uma Copa com diversas situações duvidosas, onde “forças ocultas” parecem ter atuado eficientemente para garantir a vitória aos donos da casa. E em 2010, com uma equipe forte, mas que na minha opinião era mais forte mesmo na pancada, perdeu a final para a Espanha, outra que já estava na fila há tempos.

A escalação, com os jogadores que mais atuaram na Copa: 8 – Jan Jongbloed, 2 – Arie Haan, 12 – Ruud Krol, 17 – Wim Rijsbergen, 20 – Wim Suurbier, 3 – Win Van Hanegem, 6 – Wim Jansen, 13 – Johan Neeskens, 14 – Johan Cruyff, 15 – Rob Rensenbrink, 16 – Johnny Rep; e os reservas 7 – Theo De Jong, 10 – Rene Van De Kerkhof.

Mesas feitas pelo tutorial

25 de janeiro de 2012

Aqui estão publicadas imagens enviadas pelos construtores de mesas feitas seguindo o tutorial. Ficaram todas muito bacanas!

A que me deu mais satisfação de receber foi a do Paulo Barone, pela distância. O cara está na Suíça, aplicando tecnologia brasileira para a disseminação do melhor passa tempo já inventado ;-)

Atenção nas marcações em branco, coisa que eu nunca consegui fazer. Numa das fotos da mesa do Paulo, está a caneta que ele usou. O Alexandre, que me mandou as fotos hoje, disse que usou um outro tipo de caneta e ficou de me enviar a especificação. Já o Marco Carvalho, utilizou marcador para tecido. Estou pensando em reformar minhas mesas, com uma dessas opções.

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1º Mundialito com Vidrilhas

23 de janeiro de 2012

No último sábado, dia 21 de janeiro, foi realizado o 1º Mundialito de Futebol de Botão com Vidrilhas. O torneio foi prestigiado pelas seleções de todos os países que já foram campeões mundiais e ainda teve a participação de duas seleções que encantaram em determinada copa, mas não levaram o caneco. Trata-se das seleções da Hungria de 1954 e da Holanda de 1974. As outras competidoras foram a seleção do Huruguai de 1930, da Italia de 1934, da Inglaterra de 1966, do Brasil de 1970, da Alemanha de 1974, da Argentina de 1986, da França de 1998 e da Espanha de 2010.


Da esquerda para a direita: Hamilton, Marcus, André, Maurício e Daniel

Cinco técnicos foram convidados a dirigir as dez seleções, ficando cada um deles responsável por duas delas. André, Daniel, Hamilton, Maurício e Marcus.

As equipes foram divididas em 2 grupos de 5, onde se enfrentaram por pontos corridos. Ao final da primeira fase, as duas melhores de cada grupo disputariam as semifinais para a decisão de 1º a 4º lugares. A terceira e a quarta de cada grupo disputariam as semifinais para a decisão de 5º a 8º lugares. E as lanternas de cada grupo, voltariam para casa mais cedo.

O grupo A foi formado por Brasil (Hamilton), Argentina (Daniel), Hungria (Marcus), Holanda (Maurício) e Inglaterra (André). A disputa foi muito equilibrada e quando teve início a última rodada, quatro seleções ainda tinham chances de classificação. Logo na primeira rodada, um dos maiores clássicos do futebol mundial, Brasil x Argentina, foi também o único jogo a acabar em 0×0 em todo o torneio. Bem típico de Brasil x Argentina. O outro jogo de abertura, foi um Hungria x Holanda, duas seleções que, segundo alguns, não deveriam ter caído no mesmo grupo, para que tivessem mais chance de ambas se classificaram para tentar a tão falada “justiça história”. Foi um jogo parelho, que terminou com a vitória por 3×2 do Carrossel Holandês.


Duas grandes equipes que fizeram história e são até hoje lembradas, mesmo não tendo vencido a Copa do Mundo. Holanda de 74 e Hungria de 54. Jogo terminado 3×2 para a Holanda.

Em um grupo com 3 campeões mundias e 2 que deveriam ter sido não se pode falar em decepção ou surpresa, mas a Inglaterra deixou aquele gostinho de que poderia ter dado mais, ao terminar a fase com apenas 1 ponto, conquistado no empate por 1×1 no jogo contra o Brasil. Enquanto na Holanda, Cruyff comandava a festa, servindo Krol, Rijsbergen e De Jong para balançarem incessantemente as redes adversárias, garantindo antecipadamente a classificação, a Hungria ia tentando se encontrar em campo e chegava à penúltima rodada secando com todas as forças Argentina e Brasil para que não vencessem e ainda necessitando de uma vitória na última rodada, conta a Inglaterra. A secação deu certo, já que os dois jogos terminaram empatados em 1×1. Os húngaros entraram então focados no último jogo e carimbaram o passaporte dos ingleses com um impiedoso 5×1, com show de Sandor Cocsis, que marcou nada menos que 4 gols na partida, garantindo o primeiro lugar no grupo.

Ao final, Hungria e Holanda se classificaram em primeiro e segundo e mostraram para os críticos que o temor de colocar as duas no mesmo grupo era infundado. Ambas continuavam no caminho para tentar a tão sonhada “justiça história” ;-) Argentina e Brasil passaram à disputa até o 5º lugar e Inglaterra voltou pra casa com a lanterna.

O grupo B foi formado por Espanha (Hamilton), Alemanha (Daniel), Itália (Marcus), Uruguai (Maurício) e França (André). Já na primeira partida, a Alemanha mostrou que não estava ali para brincadeira e detonou a Espanha, atual campeã mundial de futebol de campo, por 3×1. O Uruguai, também com pinta de vencedor, passou por cima da Itália (4×2), com show de Hector Castro (2 gols). Só que no jogo seguinte, o mesmo Uruguai foi atropelado pela França (3×0) e não conseguiu marcar mais um gol sequer, terminando a fase na lanterna do grupo B. Também a França parou depois da estréia avassaladora. Seria ainda trucidada por 5×1 pela irresistível Alemanha e sofrido uma derrota ainda pior para a então mosca morta do grupo, como se verá mais adiante.

A Alemanha foi perfeita durante toda a primeira fase, terminando com 100% de aproveitamento e média de 3,3 gols por partida. Sobrou e garantiu a classificação com antecedência. A Espanha também, embalada com os golaços de Xabi, Puyol e Iniesta, se recuperou depois da derrota inicial, sobrou sobre os demais adversários e acabou se classificando com certa tranquilidade em segundo lugar no grupo. Restou então a emoção na disputa contra a lanterna. Na última rodada, os italianos, depois de três derrotas, já haviam marcado o vôo de volta e entraram derrotados em campo para enfrentar a França. Mas eis que surge um gigante, Giuseppe Meaza, que sozinho já seria suficiente para destroçar os atordoados franceses, marcando nada menos do que cinco gols, na vitória por 8×4. Após a partida, o técnico da França teria sido ouvido lamentando o fato de que logo quando fizeram quatro gols, tomaram oito. A Itália acabou se classificando para a disputa até o 5º lugar em terceiro no grupo, com a França em 4º. A lanterna ficou com o Uruguai, que já contava com a vaga certa e a lanterna nas mãos dos Italianos.

Nas semifinais pela disputa até o 5º lugar, a França passou fácil pela Argentina, vencendo por 2×0. Brasil e Itália, fizeram um jogo emocionante, com o Brasil fazendo uma de suas melhores partidas na competição, mas a Itália mostrou que os 8×4 não haviam sido mero acaso e venceu a partida por 5×3. França e Itália se encontrariam novamente, na disputa pela quinta colocação. Argentina e Brasil “lutariam” pelo sétimo lugar.

Nas semifinais da elite, Hungria e Espanha fizeram um jogo muito equilibrado, com shows de Puskas e Puyol, e que acabou empatado em 3×3. A decisão da vaga para a final foi para os pênaltis. Nessa situação a Hungria lembrou muito uma certa Seleção Brasileira em decisão de pênaltis e, mostrando uma incrível incompetência, não conseguiu converter um pênalti sequer e foi facilmente batida pela Espanha por 2×0 nos pênaltis. No outro jogo, a Holanda passeou sobre a até então imbatível Alemanha, que depois de distribuir gols a torto e a direito na primeira fase, não conseguiu se desenrolar do Carrossel Holandês e acabou derrotada por 3×0, com show de Cruyff, que marcou dois dos gols dos Holandeses. A final reeditaria a final da Copa do Mundo de Futebol de 2010, com Holanda e Espanha lutando pelo título.

Na disputa pelo 7º lugar, a Argentina levou a melhor sobre o Brasil, vencendo por 2×1, se é que se pode chamar uma colocação final dessas de “levar a melhor”. Mas vocês sabem como é essa rivalidade e os jornais em toda a Argentina enalteceram o grande feito de ter imputado aos brasileiros aquele horroroso 8º lugar. Dizem até que seus jogadores foram recebidos com festa no aeroporto.

Na disputa pelo 5º lugar, França e Itália se encontraram novamente, mas dessa vez a França entrou decidida em ir à forra ou, pelo menos, não ser trucidada novamente. O que se viu foi um jogo digno de final, que com novo show de Meaza (4 gols) e de Petit, o artilheiro francês, terminou empatado em 5×5. A decisão foi para os pênaltis e a Itália conquistou a 5ª colocação no sufoco, vencendo por 4×3 a decisão por pênaltis.


Itália, do técnico Marcus (esquerda), e França, do técnico André (direita) prontas para a decisão do 5º lugar. Jogo terminado em 5×5 e decido nos pênaltis com vitória da Itália por 4×3

Na disputa pelo 3º lugar, entre Hungria e Alemanha, o que se viu foi um jogo duro, duro mesmo de se ver, um jogo triste, com as duas seleções abatidas pela perda da vaga na grande final, ambas depois de se classificaram em primeiro em seus grupos. Mais duro ainda para a Alemanha, depois da campanha brilhante da primeira fase. O fato é que o jogo se arrastou no 0×0 até o final, quando o lateral húngaro Buzanszky meteu um balaço de longe, mais no desespero para fugir de outra decisão de pênaltis, do que propriamente para conquistar a terceira colocação. A bola balançou as redes da Alemanha ao mesmo tempo em que sou o apito final. Fim de papo.

Na grande final, um grande jogo, digno das campanhas de Holanda e Espanha. A Espanha saiu na frente e abriu vantagem de 2×0, quase garantindo uma vitória tranquila, mas os Holandeses reagiram e empataram o jogo no final, levando a decisão para os pênaltis. Depois de diversas cobranças e muita catimba entre técnicos, goleiros e artilheiros, a Holanda se sagrou campeã do Mundialito, assim como fez na primeira Copa do Mundo do Bola Quadrada, invertendo dessa vez a classificação final da Copa do Mundo de futebol de campo de 2010.


Holanda, do técnico Maurício (esquerda), e Espanha, do técnico Hamilton (direita) prontas para a finalíssima. Jogo terminado em 2×2 e decidido nos pênaltis com vitória da Holanda por 3×2

Agora algumas curiosidades sobre o torneio.

Artilheiros: Giuseppe Meaza, nº 10 da Itália, com 10 gols em 6 jogos disputados. Os vice-artilheiros foram Raimundo Orsi, nº 9 também da Itália, Sandor Kocsis, nº 8 da Hungria, e Petit, nº 17 da França, todos com 5 gols.

Melhor ataque: Seleção da Itália, com 24 gols, média de 4 por partida.

Melhor defesa: Seleção da Argentina, sofrendo apenas 5 gols, média de 0,8 por partida.

Pior defesa: Seleção da Itália, sofrendo 22 gols, média de 3,7 por partida. A Itália, que teve também o melhor ataque, joga com a filosofia de que a melhor defesa é o ataque.

Jogo com mais gols: França e Itália fizeram na primeira fase um jogo com 12 gols, quando a Itália venceu pelo placar de 8×4, jogo considerado por muitos (os dois técnicos) como a final antecipada do Mundialito. Detalhe que as duas equipes já estavam sem chances de disputar as finais ;-) Curiosamente a segunda maior quantidade de gols também aconteceu em jogo entre as duas equipes, pela decisão do 5º lugar, um empate em 5×5.

Maiores goleadas (diferenças de gols): Hungria 5×1 Inglaterra, Alemanha 5×1 França e Itália 8×4 França.

Foi um torneio muito equilibrado, com as três melhores colocadas, Holanda, Espanha e Hungria fazendo campanhas extremamente semelhantes. A quarta colocada, Alemanha, somou ainda a maior quantidade de pontos, tendo sido a única a realmente desequilibrar na primeira fase.

A exemplo da 1ª Copa dos Campeões Brasileiros, realizada em 2010, nenhum dos técnicos colocou suas duas equipes nas finais, o que facilitou bastante o andamento e a diversão. Intervenção dos Deuses do Futebol de Botão? Quem sabe?…

A diversão foi muita. Muito jogo de botão, muita conversa fiada, cerveja, petiscos e mais uma grande tarde entre bons amigos. Vamos ver se em 2012 aconteçam todos os torneios pretendidos. Que não passe em branco como 2011!

Tabela completa »

Abaixo, mais fotos do evento…

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CSKA e Colo-Colo

19 de janeiro de 2012

Aí estão dois novos times de vidrilhas que fiz com escudos do Tarcízio, publicados no Arte em 3 Toques. Vou estreá-los hoje à noite no Bola Quadrada :-)

CSKA de Moscou

Colo-Colo de Santiago

A origem do futebol de botão

14 de dezembro de 2011

É comum a gente ler em artigos jornalísticos e até mesmo em sites especializados em futebol de botão, que este esporte “foi inventado por volta de 1930 pelo brasileiro Geraldo Décourt“.

Este é um grande engano, que periga acabar “se tornando verdade” de tanto ser reproduzido. O grande mérito de Geraldo Décourt é a publicação do primeiro livro de regras sobre o futebol de botão em 1930, além do grande trabalho pela organização e divulgação ao qual se dedicou pela maior parte de sua vida. Jogo que ele aprendeu a jogar na infância. Li isso há muito tempo em algum lugar, mas não encontro mais o texto. Porém encontrei outro no Futmesa Brasil, que é bastante coerente com o que me lembro.

“Decourt nasceu em Campinas (SP) em 14 de fevereiro de 1911. Pouco tempo depois foi residir com seus pais no Rio de Janeiro. Lá, com nove a dez anos tomou conhecimento do futebol de botões. Em seu livro relata que era um dos mais jovens a disputar o campeonato carioca, pois a grande maioria dos participantes beirava os vinte anos de idade.”

“Por essa razão, nesse mesmo livro ele abomina a ideia de colocar o seu nome na criação do futebol de botões. Seu trabalho foi, aos dezenove anos, publicar o primeiro livro de regras de futebol celotex. Chamou celotex porque as mesas onde jogavam eram feitas desse material, fabricado em Chicago (EUA) e que na atualidade se assemelham ao nosso Duratex (…)”

Eu gostaria muito de dar uma lida neste livro do Décourt. Se alguém souber de uma cópia disponível, por favor me avise.

Também há um bocado de tempo vi publicado em um site espanhol uma imagem de um artigo que se acredita ser o primeiro relato documentado sobre o jogo, datado de 1902, se não me engano, e sobre a prática em solo espanhol ou catalão. Infelizmente também não encontro mais o tal artigo, mas no mesmo Futmesa Brasil, encontrei um outro artigo que aparentemente reproduz um texto espanhol, indicando o suposto inventor do jogo, tudo também coerente com o tal recorte de jornal.

“O jogo de futebol de botão foi inventado na Espanha por um jovem chamado José Huelva Quintero no final do século passado. Não posso esquecer que o futebol foi introduzido na Espanha especificamente para a província de Huelva. O primeiro jogo de botões foi realizado pelo jovem chamado José Quintero e um amigo, cujo nome do jogo foi dado no pátio da casa de sua família, em Palos de rua da cidade de Huelva. Foi exatamente a 06 dezembro de 1900, faltando 25 dias para começar o novo século.”

Um pequeno artigo publicado no Mundo Estranho, nos dá uma pista, na minha opinião bastante coerente, sobre a origem dessa prática no Brasil:

“Sua origem é incerta, mas tudo indica que ela pertence ao Brasil. Relatos de antigos colecionadores contam que marmanjos do Pará já brincavam de fazer gols com pequenos botões por volta da década de 20. Logo, o jogo chegaria ao Rio de Janeiro, onde, em 1930, o músico e publicitário Geraldo Décourt publicou o primeiro livro de regras oficial. “A partir do Rio, o futebol de botão passou a ser difundido para vários outros estados”, afirma Elcio Vicente Buratini, (…)”

Concluindo, tudo indica que o mais brasileiro e popular dos passatempos dos meninos do século XX tem origem espanhola. O grande Geraldo Décourt merece todas as homenagens, mas deve ser lembrado como um grande incentivador do jogo no Brasil, o maior de sua época.

Série Seleções Campeãs Mundiais – Inglaterra de 1966

19 de novembro de 2011


Arquivo para impressão
Arquivo para impressão (uniforme 1)

A Inglaterra, onde foi inventado o futebol, só foi conquistar sua primeira (e única) Copa do Mundo em 1966, quando o torneio finalmente foi realizado em terras inglesas. Dizem que o torneio foi marcado por diversas decisões controvertidas, sempre favorecendo os ingleses. A última, e talvez mais grave, teria sido a validação de um gol em que a bola bateu no travessão, quicou logo abaixo e saiu. O juiz validou o gol, mas muita gente jura que a bola bateu fora do gol. A verdade absoluta nunca saberemos.

Seja como for, a seleção inglesa contava com grandes nomes, como Gordon Banks, considerado até hoje um dos maiores goleiros da história e Bobby Moore, capitão do time, até hoje aparecendo nas listas de seleções mundiais e citado por Pelé como o maior defensor contra o qual ele jogou.

Mas o importante, mesmo, pra mim, é que o uniforme nº2, usado na final, era lindão ;-) Fiz os dois uniformes usados na Copa.

A escalação, com o jogadores que disputaram a final:
1 – Gordon Banks,
2 – George Cohen,
3 – Ray Wilson,
4 – Nobby Stiles,
5 – Jack Charlton,
6 – Bobby Moore,
7 – Alan Ball,
8 – Jimmy Greaves,
9 – Bobby Charlton,
10 – Geoff Hurst,
11 – John Connelly;
e os reservas
16 – Martin Peters,
21 – Roger Hunt.


Craques da Pelota

19 de novembro de 2011

Aqui vai uma baita seleção de jogadores brasileiros. Sim, faltaram muitos e pode ser que um dia ela ainda cresça mais, mas por enquanto esses serão os convocados.

O projeto surgiu depois que eu li uma reportagem sobre o canhoteiro, ponta esquerda do São Paulo na década de 50. Dizem que era o Garrincha da ponta esquerda. Parece que não chegou a atuar efetivamente pela Seleção Brasileira porque tinha pânico de avião. Bem, resolvi então fazer uma seleção de craques que não tinham tido o reconhecimento histórico merecido e de cara fiz um Barbosa para o gol. Goleiro que ficou marcado pelos gols sofridos na final da Copa de 1950, mas que também dizem que era um cracasso, um dos melhores goleiros que o Brasil já teve.

Você já deve ter percebido que o time não seguiu muito essa linha, mas é que aí eu também quis convocar os craques mais reconhecidos ;-) Outra questão foi a dificuldade para encontrar gente para todas as posições. Enfim, talvez ainda venha a contratar outros, como Djalma Santos, quem sabe…

Três dos convocados ainda não apareceram na concentração, porque simplesmente não consegui encontrar imagens deles com as características que preciso, que são os caras de corpo inteiro, com a bola, vestindo a camisa da seleção. Os sumidos são Carlos Alberto (por incrível que pareça), Vavá e Bellini. Se alguém tiver boas imagens de algum deles, seguindo as características assim, por favor, me avisa.

O time está pronto em vidrilhas e ficou lindão! Pode ser que ainda saia em acrílico para jogar dadinho. O tempo dirá…

Série Seleções Campeãs Mundiais – Itália 1934

11 de novembro de 2011


Arquivo para impressão

A vencedora da segunda edição da Copa do Mundo foi a Itália, em 1934. E Esquadra Azzurri era grande favorita ao título, mas pode ter tido seu caminho facilitado pelo regime facista de Benito Mussolini. Dizem que diversos árbitros facilitaram bastante a vida a Azzurra, alguns deles de forma tão escandalosa que foram expulsos de seus próprios países após o torneio. Seja como for, foi uma grande equipe, mas está aqui mais pelo uniforme (queria o mais antigo) do que pela qualidade ou lisura da campanha na Copa de 34 ;-)

Essa equipe contou com a presença de Filó, jogador brasileiro, que defendeu a equipe com o nome Guarisi a convite do técnico, assim como aconteceu com diversos jogadores sul-americanos.

A escalação, com os jogadores que disputaram a final:
1 – Gianpiero Combi,
2 – Luis Felipe Monti,
3 – Luigi Allemandi,
4 – Eraldo Monzeglio,
5 – Attilio Ferraris,
6 – Giovanni Ferrari,
7 – Enrique Guaita,
8 – Luigi Bertonlini,
9 – Raimundo Orsi,
10 – Giuseppe Meazza,
11 – Angelo Schiavio;
e os reservas:
14 – Armando Castellazzi,
15 – Mario Pizziolo.



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